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domingo, 18 de abril de 2010

Musica...

Bom dia,

Hoje vou falar de música, esse sentimento bom que acalma, revolta, informa, emociona, balança, diverte, entre outros tantos verbos. Essa magia que emana quando a gente junta um monte de objetos barulhentos e põe eles em alguma ordem que transcende a explicação racional e que é capaz de nos fazer (RT Jamiroquai) viajar sem sair do lugar.
E eis que há uma porção de anos atrás, numa pequena ilha da América Central, alguém misturou ska com rocksteady e com um monte de outras influências e criou uma batida inebriante que alguém chamou de "A Música do Rei" (do latim regi = rei), o Reggae. Uma alma superior resolveu ocupar o corpo de uma criança nascida no pequeno vilarejo de Nine Mile e aí o reggae teria seu maior ícone. Robert Nesta Marley difundiu o estilo pelo mundo com suas mensagens de paz, amor, devoção cristã e fraternidade universal, além de inconformismo com as condições sociais adversas.
Desde a morte de Bob Marley, em 1981, o reggae não parou de se expandir. No sul dos Estados Unidos, o som misturou-se à batida hip hop que se expandiu rapidamente pela América Central. Logo, surgia um estilo conhecido como reggaeton. Ao contrário do reggae difundido por Marley, o novo estilo deu lugar às mensagens vazias comuns ao rap norte-americano. As letras passaram a dar ênfase ao uso de drogas, à cafetinagem, ao sonho americano - seus representantes trocaram os farrapos hippies por longas correntes de prata, roupas de grife e carros de luxo. Mulheres seminuas se tornaram a principal estratégia de marketing dos videoclipes e arte dos álbuns.
Agora vou falar da banda brasileira Natiruts.
O Que Eu Penso do Natiruts?
Em primeiro lugar quero assumir logo: sou fã dos caras. Reggae de boa qualidade, letras interessantes, ideais utópicos, minha praia, de verdade. Um pouco da história deles:
O reggae encontrou bons padrinhos no Brasil. Os sons brasileiros fundiram-se ao estilo e o resultado ficou extremamente agradável. Em meados de 96, surge em Brasília aquela que viria ser uma das mais importantes bandas do cenário reggae no país. Inicialmente chamado de Nativus, o grupo de jovens musicos vendeu, em seu primeiro álbum(uma produção independente) mais de 40 mil cópias. Mais tarde, já contratados por uma grande gravadora, vendeu outros 450 mil discos, segundo a Wikipedia.
Daí em diante, a banda tornou-se um sucesso nacional. Com um nivel de amadurecimento impressionante, seus próximos trabalhos viriam a ser cada vez melhores, mesmo que os mais puritanos insistam que o primeiro cd da banda é o melhor.
Em 2005, a banda lançou o álbum Nossa Missão, numa produção independente. Já aí, o Natiruts parecia estar mudando seu estilo - com caras novas, o som se aproximava dos sons jamaicanos. No ano seguinte, o Natiruts lançava Natiruts Reggae Power, uma música sem a cara da banda, nitidamente infleunciada pelo reggaeton jamaicano. A música estourou rapidamente na grande mídia e o Natiruts entrou de vez no mundo POP. Aparições no Domingão do Faustão anunciavam o que viria. No ano de 2009, o cd Raçaman traria em sua primeira canção uma agressiva carta aos antigos fãs: "Essa história que se vendeu, , que se trocou, que se perdeu / Na nossa firma não cola", uma óbvia crítica àqueles que afirmavam que a banda havia se rendido à força da cultura pop e abandonara o que eles denominavam reggae roots. Certo trecho parece também um recado a outras bandas de reggae, que mantêm o estilo do Bob Marley.
Em particular, eu acredito que o Natiruts se perdeu, sim. Engolidos pela grande mídia, cederam para manter-se acesos no cenário. Um erro, devo acrescentar. Em geral, as bandas eleitas pela nova cena pop são descartáveis e não será diferente com o Natiruts. O grande problema é que a própria banda voltou-se contra seus fãs mais fiéis, aqueles que acompanham a banda desde o início. Se postando entre a cruz e a espada, a banda sacrificou a segurança para ter uma boa visibilidade.
Salvador recebeu no ano passado um show do novo cd, o qual estive presente. O show foi o mais fraco que eu já vi a banda fazer. No final de Maio, a banda terá outra chance de agradar o publico baiano. Caso repita o fracasso, estará definitivamente derrotado no selvagem mercado musical do novo século, uma vez que o sucesso de bandas de reggae roots espalha-se como virus. Curiosamente, as mesmas bandas criticadas na musica Raçaman.

sábado, 17 de abril de 2010

A primeira a gente não esquece...

E a primeira postagem, em um ano de eleições, não podia deixar de ser sobre politica. Isso mesmo, esse assunto que causa tanta polêmica nas conversas alheias.
Para começar, não serei imparcial - e nem hipócrita de fingir. Sou assumidamente esquerdista.
Esclarecido isso, quero falar do PSDB.
O Que Eu Penso do PSDB?
O Partido da Social Democracia Brasileira foi fundado em 1988 por dissidentes do PMDB, partido ricamente atuante na redemocratização do país. Graças a seus fundadores, políticos influentes dos maiores sítios eleitorais do país (São Paulo e Minas), o recém fundado partido rapidamente ganhou notoriedade e não por acaso elegeu, alguns anos mais tarde, um presidente da República, o FHC. Fernando Henrique Cardoso participou da criação da nova moeda (O Plano Real), o que trouxe estabilidade para o câmbio brasileiro, reduziu a inflação e equilibrou as finanças do país. Mais tarde, ele viria a destruir essa mesma estabilidade, mas isso é assunto para outro post.
Depois desses acontecimentos, não é de espantar que o partido tenha crescido tanto. "Pode ser considerado o segundo maior partido político do Brasil, sendo superado apenas pelo PMDB, quando se considera o número de prefeituras em todo país, além da ponderação entre o de governos estaduais e a representação no Congresso Nacional" segundo a Wikipedia.
Registrado o RT, chegamos aos "finalmentes":
"Toda unanimidade é burra", disse Nelson Rodrigues. E eu considero a existência de uma oposição forte e inteligente mais importante para um governo até mesmo que grandes aliados. Por isso, preocupa-me ver um partido com a história contada acima transformar-se num pátio de dinossauros vazios de idéias. As raposas políticas de outrora parecem ter perdido a habilidade - talvez a vontade - de manobrar em busca do poder.
Sim, eu estou mesmo me referindo à escolha de José Serra como pré-candidato. Nacionalmente desgastado, mesmo depois de sua memorável atuação no Ministério da Fazenda do governo FHC, o tucano não apresenta muitas chances de ganhar. Num momento político mundial tão inovador, com a eleição de um negro no todo-poderoso Estados Unidos da América, a escolha de Aécio Neves parecia muito mais inteligente. Com um rosto jovial, um histórico de aprovação no governo de Minas muito mais alto do que o de Serra em São Paulo e a declarada admiração de diversos políticos "adversários", Aécio representa o que os tucanos precisam - renovação.
O que parece claro até mesmo para mim, leigo, parece não ser visto pelos cabeças do partido. Outra vez, José Serra abandona seu cargo para lançar mão de uma campanha presidencial. Contra um governo de altíssima aprovação popular que aposta numa fórmula comprovadamente em ascenção: as minorias no poder. Como mulher, Dilma Roussef tem uma vantagem natural sobre Serra. Como candidata do presidente Lula, a vantagem torna-se praticamente intransponível, mesmo com todos os esforços para tornar o tucano mais simpático.
É lamentável, mas o PSDB não é mais o mesmo. Nesse ritmo, em breve veremos o PSDB mudar de nome e repetir a saga de certo partido brasileiro. O que será, indubitavelmente, uma grande perda para o país.

Mais uma vez ...

Bom dia. Estou tentando pela milésima vez manter um blog. Confesso que dessa vez tenho mais confiança de continuar... 15 % a mais q da ultima vez, eu calculo!
A verdade é que das outras vezes eu tinha pouco mais para falar do que um monte de mim mesmo. Acredite, é um saco escrever sobre si mesmo - ainda mais quando se é tão inconstante.
Mas antes que eu volte a falar de mim, falemos do blog. O Que Eu Penso raramente se trata do que eu penso sobre mim. E mais sobre o que eu penso do mundo. E isso é muito, uma vez que eu tenho o costume de pensar um bocado (mais do que eu queria, é verdade).
Apresentado, devo dizer que também colocarei o que o novo panorama blogueiro nomearia como RT (Santo Twitter). Vai dizer que de vez em quando vocês também não lêem por aí algo e percebem que se trata exatamente do que estava pensando?
Consciência coletiva... entre outras.
E vamos lá!